domingo, 31 de agosto de 2014

Essa geração




Essa geração

Ele passa o dia em frente ao computador,
Procurando algo que dê sentido para viver,
Perde o tempo, o tempo todo.
Não sabe o que pensa, não sabe o que diz.

Nem a natureza, nem os pássaros, nem os bentivis,
Nada o encanta, nem o aprendizado,
Pega a coca e o salgado,
O dia está ajeitado, agora é só esperar a mãe falar,

Tá na hora... desliga Bernardo! Ele da tchau pra menina e vai jantar,
Pega o prato e volta a sentar,
A mãe grita ‘’lugar de comer é na mesa!’’

Ele volta com um bico de papagaio, nenhuma conta pra pagar e está revoltado,
Pensa apenas em internet e televisão,
O pai olha por cima do jornal e diz essa geração!
  
Wagner Barroso, é ator e jovem empreendedor natural de Curitiba, escreve para o blog cwbcontoswagnerbarroso.blogspot.com.br desde 2012.  Podem compartilhar em blogs, sites, mas mantenham está nota no rodapé.
Wagner Barroso is actor and teen naturally Curitiba, Brazil. You can share in blogs, web but fixed is note the in circle-foot. Friends of EUA, comment my beautiful English, wait yours commentaries. :)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

O romance de John e Catherine

O romance de John e Catherine



Ele trouxe uma caixa de bombom para Catherine naquela noite, ela sorriu e lhe deu um beijo, e o convidou para entrar em sua casa.

Eles conversavam sobre tudo, John gostava de passar horas conversando sobre a relação, assistiam filmes românticos, como todo casal, mas eles também gostavam dos de ficção, passavam o dia inteiro assistindo filmes, e dando risada deles.

Mas de repente, uma série de acontecimentos complicaram a vida de Catherine, ela começara a perder tudo, perderá o seu emprego
, e logo em seguida aconteceu a morte do seu pai, que era muito presente na sua vida, era seu grande amigo, ele gostava muito de John, ela sentirá muito a morte dele. John a consolava, e estava ao lado dela para o que desse e viesse. Ela se sentia protegida com ele ao seu lado.

Algumas semanas se passaram e John conseguira tirar alguns sorrisos de Catherine, todos os problemas dela, começara a trazer a John, e ele não dava nenhuma resposta, não resolvia nenhum problema, mas ajudava Catherine a tomar alguma decisão.

Eles eram completamente apaixonados um pelo outro, John tinham um incrível senso de humor, fazia Catherine sorrir, ela gostava disso. John lhe entregava flores, era muito romântico, e dava atenção a ela, no que ela precisasse John a ajudava. Ele gostava muito do diálogo, era tranquilo, sensato, bom e justo.


Era o aniversário de namoro do casal, John a chamará para jantar num dos melhores restaurantes italianos de Curitiba, mas não importava o lugar, a companhia dele transformava qualquer ambiente num lugar agradável de estar. Eles desceram do carro, ele abriu a porta do carro, ela sorriu da sua maneira de abri-la, ele aproveitava cada momento para conquistar Catherine. Entraram no estabelecimento, a mesa estava enfeitada com velas. Eles aguardaram pois o pedido já estava feito, trouxeram o vinho, ele a fazia rir de assuntos diversos, então chegou a Parmegiana à bolonhesa, tinha um som de piano ao fundo. Depois que terminaram, John suavemente segurou na mão dela, e disse ''Há tempos tenho procurado alguém que me completasse, você esta muito presente na minha vida, eu amo você mais que tudo no mundo e eu quero que cada vez mais ter você perto de mim, quero estar com você mais tempo, por isso, vou fazer-lhe fazer um pedido'' então fez um sinal para alguns músicos que se aproximaram, começaram a tocar Yiruma - River Flows In You, John se ajoelhou a sua frente, mostrou um porta joias, e sorrindo disse ''Você é a mulher da minha vida, quer se casar comigo?'' mostrou uma linda aliança de ouro, com um diamante, não expressava sentimentos a expressão do rosto de Catherine, que enchendo seus olhos de lágrimas, sussurrou '' Eu não posso, me perdoe'' e chorando saiu do restaurante. John não conseguia entender.
O que acontecia era que a felicidade bateu a porta de Catherine mas ela estava ocupada de mais reclamando de sua vida, tornando-a assim, medíocre.

Wagner Barroso, Julho de 2013

http://cwbcontoswagnerbarroso.blogspot.com.br/

Podem compartilhar em blogs, sites, só mantenham o nome do autor.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Panela de Pressão


Panela de pressão

Imagine você com cinquenta e cinco anos e descobre que tem um câncer no pulmão, vai ter que começar a fazer um tratamento químico, com isso caíra o seu cabelo, se o tratamento não adiantar nada viverá mais um ano, e se tudo ocorrer bem, terá mais alguns anos de vida.
Esta é a realidade, de uma conhecida minha, que tem um pouco mais que 55 anos, mas não importa a idade, e sim que ela passou boa parte da sua vida fumando. Se ela pudesse voltar no tempo, será que teria colocado aquele primeiro cigarro? Eu acho que não, pensaria duas vezes se soubesse que ele geraria um câncer anos mais tarde.
Tenho vários amigos que fumam, e o azar é deles, mas  estranhamente que a maioria dos que fumam possui um bom caráter, que vale mais do que um pulmão bom, e os que bebem, são muito mais divertidos. Não é porque você joga fumaça e bebida alcoólica para dentro que será uma pessoa mais fútil.
Colhe-se o que planta, reflita nesta curta frase. Tem um grande significado. Resume-se na nossa vida, nosso destino é resultado de nossas escolhas diárias. É preciso ter consciência de que tudo que você faz tem um resultado mais tarde: trabalha-se, recebe; estuda-se, aprende; dorme-se, descansa.
Mas também precisa entender que nós somos iguais uma panela de pressão, quando se trabalha no seu dia-a-dia é gerado um stress que é como se fosse á pressão da panela, quando se estuda também, é preciso saber que você precisa de uma válvula de escape, que nada mais é do que a diversão, o lazer, é claro se plantar apenas stress, pode ser que tenha alguns fios brancos antes do tempo. É preciso tirar um tempo para tocar violão, ler e refletir sobre um bom livro, assistir filmes, enfim descontrair.
Infelizmente gastamos o nosso precioso tempo, para nos ferrar. Bebemos, fumamos, trabalhamos em excesso, o trabalho sim, é algo que atenta contra a nossa saúde se mal administrado. Muitas pessoas trabalham dia e noite e não tem um lazer, não cantam, não tocam nenhum instrumento para descontrair, apenas trabalham. Isso acaba fazendo mal a sua saúde e mesmo sabendo disso continuam a usar o seu precioso tempo para se massacrar.
O tempo não volta, temos que decidir agora quais serão nossas metas, profissionais e pessoais, mas o mais importante qual será a sua válvula de escape?

Wagner Barroso de Oliveira, 28 de Setembro de 2012

Recomendo o curso de ‘Administração do Tempo’ no CIEE de Curitiba.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

JEFERSON E EU



JEFERSON E EU
                                                                                                      Wagner Barroso de oliveira

Nesse frio que faz agora no inverno de Curitiba acordar cedo é uma tarefa impossivel, e sair de casa no dia de geada dá um desanimo. Eu durmo com uns 4, 5 cobertores e ainda se não dormir de blusa, passo frio.
Neste inverno às 7 da matina, eu estava no centro da cidade com os dentes batendo, daí eu vi um pequenino ao relento. Não tinha teto, não tinha casa, ele dormia no banco da praça, tinha uma fina coberta e dormia de camisa, dormindo ou tentando dormir não sei. De longe pelo menos não o escutava reclamar. Quando do nada começava a garoar, meus olhos eram de curiosidade, miravam aquele homem no centro da cidade.
Em comparação a mim ele era completamente diferente, reparando-o percebi que se comprimia no banco da praça. Eu, movido por um sentimento de dó daquele miserável ou como digo compaixão, resolvi parar para comprar um café com leite para ele, que custou menos de 1 real. Fui em direção a ele, que estava com a coberta por cima da cabeça, o cutuquei no ombro, ele abriu uma fresta, pude reparar que era um menino devia ter uns 10 anos. Falei:

- Bom dia, te trouxe um café.

– Obrigado senhor. Ele respondeu.

- Qual o seu nome?

- Jeferson.

- Prazer Wagner! Está frio né?

-Na verdade agora está bom, frio mesmo estava na madrugada de anteontem.

Fiquei em silencio por um tempo, involuntariamente me veio na mente as minhas reclamações diárias em relação ao frio de Curitiba. Fiquei um tanto quanto admirado, pois ele não expressava tristeza em seu rosto, muito pelo contrário estava alegre com minha presença. Pensei: como ele pode estar feliz nessas condições?  Comecei a interrogá-lo a fim de obter alguma explicação.

-Você tem família?

-Eu tinha senhor, minha mãe faleceu quando eu tinha 2 anos, vivi com meu pai na rua, mas há 3 anos ele também morreu. Respondeu e se foi a sua expressão de felicidade.

- Mas tem as casas que cuidam das crianças e dão comida e abrigo.

-Tem, fui para lá duas vezes, mas consegui fugir.

-Mas por quê?

- A maioria das crianças lá, não são boas e ensinam coisas para se manter vivo, mas de uma forma nada honesta, eu tenho medo deles e é por isso que se me mandarem pra lá eu vou fugir e o senhor porque ta me perguntando isso, o senhor veio me pegar?

- Não, não fica tranquilo.

Ele continuou – Até que não é ruim viver na rua, quase sempre tem gente como o senhor que me oferece algo para comer e não sei se é porque sou uma criança, quando peço nas lanchonetes se uma me nega a outra me dá e como tem varias lanchonetes aqui no centro..

-Mas algo você não deve aceitar, pelo menos de alguma coisa você deve reclamar Jeferson.

-Eu reclamava! Disse ele. Retruquei - RECLAMAVA?

- É reclamava, mas ninguém me escutava, reclamava e não adiantava nada, sabe senhor percebi que reclamar e não dizer nada era quase a mesma coisa. Então parei. Por quê?

-Por nada, tome o seu café, já vou indo, fique com Deus.

- Eu te agradeço e que Deus te abençoe senhor.

Ele continuou só, no banco da praça, já eu segui o meu caminho, mas dessa vez deixei um pouco de lado minhas reclamações e comecei a pensar no Jeferson.


Curitiba, Julho de 2012